quarta-feira, 18 de abril de 2018

009 - Planeta de Gigantes

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Planeta de Gigantes, ou Planet of Giants, é o primeiro arco da 2ª Temporada, e foi transmitido originalmente entre 31 de outubro e 14 de novembro de 1964.

Episódios:

Planeta de Gigantes (Planet of Giants)
Jornada Perigosa (Dangerous Journey)
Crise (Crisis)

Duração total dos três episódios: 1:13:27

Sinopse:

Após uma aterrissagem problemática, o Doutor insiste que o detector de falhas não mostra nenhum erro e que é seguro sair da nave. Então, Ian, Susan e Barbara saem e se dão conta, ao ver o tamanho descomunal de uma minhoca, uma formiga e os demais objetos ao seu redor, de que estão na Terra, mas que a TARDIS e eles foram encolhidos.

Curiosidades e Bastidores:

Um rascunho desta história escrito por C. E. Webber e intitulado The Giants foi originalmente concebido para ser a primeira história da primeira temporada, como já mencionado em Uma Criança de Outro Mundo. Esta história também é a primeira a se passar na Inglaterra contemporânea desde "Uma Criança".

O escritor Louis Marks afirmou que a inspiração para a história foi o livro de Rachel Carson, Primavera Silenciosa, um grande alerta contra os inseticidas. Ele contou que, reduzindo o Doutor, ele teria a oportunidade de colocar a tripulação da TARDIS cara-a-cara com os perigos que Rachel havia advertido em seu livro. Foi, portanto, a primeira história de cunho ambientalista de Dr. Who.

Além de ser o primeiro trabalho de Louis em Dr. Who, foi também a estreia do compositor de longa data da série, Dudley Simpson, e o primeiro crédito para o frequente diretor Douglas Camfield.

A história originalmente teria quatro episódios de duração. Depois de ver os episódios 3 e 4, que estavam mais focados nos personagens Hilda e Bert, Donald Wilson ordenou que eles fossem unidos a fim de formar um clímax com ritmo mais rápido com foco nos personagens principais da série. O episódio 4 foi chamado de O Desejo de Viver (The Urge to Live) e dirigido por Douglas Camfield (em vez de Mervyn Pinfield, que dirigiu os primeiros três episódios originais). Quando os episódios 3 e 4 foram editados em conjunto para montar episódio 3 definitivo, apenas Douglas foi creditado.

A novelização deste arco, escrita por Terrance Dicks, foi publicada pela Target Books em Janeiro de 1990. Foi o último arco da era de William Hartnell a ser novelizado. O livro também restabeleceu grande parte do material cortado para unir os episódios 3 e 4 originais.

Este arco foi lançado em VHS em 2002; foi a primeira história lançada comercialmente a receber o processo VidFIRE. O DVD lançado em 2012 inclui recriações dos episódios 3 e 4 baseadas nos roteiros originais com novos diálogos dos atores Carole Ann Ford e William Russell, além de outros atores representando o restante do elenco já falecido.

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segunda-feira, 26 de março de 2018

089 - O Rosto do Mal

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O Rosto do Mal, ou The Face of Evil, é o quarto arco da 14ª Temporada e foi transmitido entre 1 e 22 de janeiro de 1977.

Episódios:

Duração total dos quatro episódios: 1:39:21

Sinopse:

O Doutor, viajando solitário na TARDIS, chega a uma selva em um planeta e se encontra com Leela, uma selvagem de uma tribo local que pensa que o Senhor do Tempo é o Maligno das fábulas de seu povo. Leela foi exilada de sua tribo, os Sevateem, por profanar o deus Xoanon, que é prisioneiro do Maligno e seus seguidores, os Tesh. Xoanon fala com os Sevateem através do xamã da tribo, Neeva. Agora, Leela é uma proscrita e ajuda o Doutor a dar um fim no problema que ele mesmo começou.

Curiosidades e Bastidores:

O escritor Chris Boucher disse que nomeou a personagem guerreira como Leela por causa da lutadora palestina Leila Khaled.

O termo Survey Team sofreu um processo de simplificação fonética, transformando-se em Sevateem. Survey Team significa Equipe de Investigação.

Paul Cornell, Martin Day e Keith Topping escreveram sobre o arco em The Discontinuity Guide (1995) que ele é "uma pequena obra-prima, muitas vezes esquecida de forma imerecida pelo peso das histórias circundantes. Um elenco magnífico agita toda a sutileza e invenção do roteiro." Em The Television Companion (1998), David J. Howe e Stephen James Walker elogiaram o elenco e o uso da imagem do rosto do Doutor, chamando-o de "perturbador". O resenhista da DVD Talk, John Sinnott, deu para O Rosto do Mal quatro de cinco estrelas, elogiando Tom Baker, Leela e a crítica social da história para a religião. Dave Golder, escrevendo para a SFX, notou seu tom mais adulto e chamou de "coisas fortes e convincentes". Em 2010, Charlie Jane Anders, do io9, listou a revelação do primeiro episódio de que o rosto do Doutor é o do Maligno como um dos maiores cliffhangers na história de Dr. Who.

No início de 1975, o escritor Chris Boucher apresentou um enredo ao escritório da equipe de produção de Dr. Who. O editor de roteiros Robert Holmes rejeitou o roteiro pois era muito curto e inadequado para o programa, mas ficou impressionado com a criatividade da obra. Ele convidou Chris para trabalhar em outra história, que deveria ser chamada de A Diretriz Primária (The Prime Directive), com base em uma ideia de Robert e do produtor Philip Hinchcliffe sobre o colapso de uma sociedade controlada por um computador central. Alguns meses depois, em outubro de 1975, Chris entregou a história, agora intitulada A Conspiração do Mentor (The Mentor Conspiracy). Durante os próximos três meses, Chris e Robert trabalharam no roteiro, renomeando-o para A Torre de Imelo (The Tower of Imelo). Philip também contou com a ideia de que o Doutor visitou o planeta antes, mas sua visita teve um impacto negativo. Os roteiros dos episódios foram então oficializados em 27 de janeiro de 1976. À medida que o roteiro para o primeiro episódio chegou, o nome agora mudou para O Dia em que Deus Ficou Louco (The Day God Went Mad). Philip não gostou do título, não devido a conotações religiosas, mas principalmente porque estava fora de acordo com outros títulos. Chris mais tarde concordou que era "pretensioso".

Com o roteiro final entregue em maio de 1976, a produção no Ealing Studios começou em 20 de setembro com a cena de encerramento do episódio um, o primeiro a ser filmado. Isso incluiu o rosto do Doutor esculpido no estilo do Monte Rushmore, uma ideia de Philip Hinchcliffe. A filmagem em Ealing envolveu cenas na selva alienígena, que originalmente deveriam ser gravadas em uma floresta real, mas após o sucesso de Planeta do Mal, na temporada anterior, foi decidido criar uma selva nos estúdios. Outra sequência filmada para o episódio inclui uma cena em que o Doutor ameaça um dos membros da tribo com uma faca. Tom Baker recusou ameaçar alguém com uma arma e, em vez disso, substituiu-a por uma jujuba, o que aborreceu Philip, que não estava presente no dia da filmagem.

O episódio um também apresentou a personagem de Leela, que não pretendia ser um novo companheiro de viagem, mas uma personagem única para interagir com o Doutor. A ideia era apresentar o novo companheiro na história final da temporada (que mais tarde se tornou As Garras de Weng-Chiang[ainda não disponível]) e apresentar dois "companheiros" de uma história única cada no meio. Abandonando esse plano, a equipe de produção decidiu fazer Leela a nova companheira, fazendo o diretor Pennant Roberts começar a audição de 26 atrizes para o papel antes de escolher Louise Jameson. Louise ficou surpresa com o nível de atenção que ela recebeu da imprensa e o interesse masculino subsequente devido a ela vestir trajes curtos de couro (projetados por John Bloomfield) na série. A atriz era obrigada a usar lentes de contato vermelhas para transformar seus olhos azuis em marrons, o que causou grande desconforto, fazendo com que ela não conseguisse usá-las por longos períodos de tempo.

Uma das ideias que foi discutida ao criar a personagem Leela foi dar a ela uma maquiagem escura. Não como uma blackface, mas certamente uma tentativa de torná-la mais exótica. Uma triste indicação de como a ideia de um companheiro "selvagem" poderia ter sido na década de 1970. Felizmente, a ideia foi abandonada, mas houve algumas fotos de uma sessão de fotos. Clique aqui e confira uma.

Quando a história foi para os estúdios de televisão, o título do arco mudou novamente para O Rosto do Mal. Austin Ruddy foi quem projetou os cenários, em sua única participação na série. Philip Hinchcliffe ficou impressionado com os cenários e o considera o melhor projetista depois de Roger Murray-Leach. No episódio três, vários atores foram escolhidos para assumir a voz de Xoanon, incluindo Pamela Salem, que também havia feito um teste para o papel de Leela e apareceria como membro do elenco no arco seguinte. Também entre essas vozes estava um jovem menino, Anthony Frieze, que era um aluno na escola cuja esposa de Pennant Roberts trabalhava. A gravação dos quatro episódios na BBC Television Centre começou no final de setembro e continuou até o final de outubro. O trabalho foi concluído no início de dezembro de 1976.

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sexta-feira, 23 de março de 2018

004 - Marco Polo*

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Marco Polo é o quarto arco da 1ª Temporada e foi transmitido entre 22 de Fevereiro e 4 de Abril de 1964.

Episódios:

Este arco contém todos os episódios reconstruídos. Para saber mais, acesse Episódios Reconstruídos.

O Teto do Mundo (The Roof of the World)*
As Areais Cantantes (The Singing Sands)*
A Caverna dos 500 Olhos (Five Hundred Eyes)*
As Paredes da Mentira (The Wall of Lies)*
Passageiro de Xanadu (Rider from Shang-Tu)*
O Poderoso Kublai Khan (Mighty Kublai Khan)*
Assassinato em Pequim (Assassin at Peking)*

Duração total dos sete episódios: 2:53:45

Sinopse:

Na China de 1289, a TARDIS fica gravemente danificada e os tripulantes são recolhidos pela caravana de Marco Polo, que está a caminho de ver o imperador Kublai Khan. Mas até chegarem ao imperador, desentendimentos, saudades de casa e ladrões serão alguns dos contratempos que o Doutor e seus companheiros terão que enfrentar.

Curiosidades e Bastidores:


Confira a reconstrução colorida no Arquivo Ômega.

Os episódios históricos que não apresentam elementos de ficção científica nas tramas, fora a explicação de como o Doutor e seus companheiros viajaram ao passado, foram comuns nas primeiras temporadas da série, isso mudou a partir de Os Escoceses[ainda não disponível], pois só haveria outro arco de enredo histórico na era do Quinto Doutor, fato que alegrou Patrick Troughton por poder explorar o autêntico drama científico e se distinguir do Doutor de William Hartnell. Voltando a este arco, Marco Polo é notável por introduzir muitos elementos educativos, tanto históricos bem como científicos, já que essa era a função original do programa.

Esta é uma das três únicas histórias de Dr. Who, junto com Missão ao Desconhecido[ainda não disponível] e O Massacre da Noite de São Bartolomeu[ainda não disponível], em que não foi possível recuperar nenhum fragmento em vídeo da retransmissão, ao contrário do som, que existe integralmente. Há alguns "telesnaps" (imagens do programa durante a transmissão, fotografias de uma tela de televisão) de todos os episódios, menos o quarto (As Paredes da Mentira).

O historiador de Dr. Who David Brunt comentou no fórum Outpost Gallifrey que Marco Polo ser a história mais vendida ao estrangeiro de todas as perdidas, torna sua perda mais irritante.

Zienia Merton apareceu em O Casamento de Sarah Jane Smith (The Wedding of Sarah Jane Smith), um episódio da série derivada de Dr. Who, As Aventuras de Sarah Jane, 45 anos depois de sua aparição neste arco.

A última emissão conhecida desta história foi na Etiópia, que transmitiu Marco Polo em um período de sete semanas entre 21 de janeiro e 4 de março de 1971. Sob instruções da BBC Enterprises, as cópias utilizadas foram devolvidas à BBC em Londres em abril de 1972. Seu destino posterior é desconhecido, mas supõe-se que foram destruídas ou jogadas fora em algum momento entre abril de 1972 e dezembro de 1977.

Em 2003, foi lançado um CD triplo com o som do arco, como parte do 40º aniversário de Dr. Who. Esse CD é único já que continha um mapa de Catai (China) tal e qual era no período da visita do Doutor à China, e também explicava as inconsistências históricas. Além do mais, o primeiro disco continha dados além do áudio: os arquivos mp3 da trilha sonora sem diálogos adicionais (nos CDs, havia uma narração de William Russell, completando os detalhes quando a ação era mais visual), arquivos PDF dos roteiros da narração e papéis de parede com o mapa de Catai mencionado anteriormente.

Na coleção de DVD de 2006, The Beginning, há uma versão da história condensada em 30 minutos como extra no disco de À Beira da Destruição. Essa versão da história, compilada por Derek Handley, consiste em fotografias do arco junto com uma trilha de áudio editada. O CD triplo voltaria a ser publicado em 2010 em The Lost TV Episodes - Collection One 1964-1965 com um disco bônus de entrevistas. Também foi remasterizado o set.

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003 - À Beira da Destruição

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À Beira da Destruição, ou The Edge of Destruction, é o terceiro arco da 1ª Temporada e foi transmitido entre 8 e 15 de Fevereiro de 1964.

Episódios:

À Beira da Destruição (The Edge of Destruction)
À Beira da Catástrofe (The Brink of Disaster)

Duração total dos dois episódios: 0:47:08

Sinopse:

Enquanto o Doutor tenta reparar os circuitos de navegação da TARDIS, uma pequena explosão ocorre. Todos os tripulantes ficam inconscientes, e a medida que cada um vai acordando, percebem que há algo de errado com eles e com a própria nave.

Curiosidades e Bastidores:


Este arco destaca-se como um raro "episódio de garrafa", em que toda a história ocorre apenas em um único cenário, com apenas o elenco principal. Ele também serve para resolver várias intrigas entre as personagens que tinham sido apresentadas ao longo das últimas onze semanas.

Neste arco é introduzida a ideia de que o console da TARDIS e o rotor temporal utilizam diretamente a energia que conduz a nave, e que ela é um ser vivo e senciente. Essas ideias voltariam ocasionalmente no transcurso da Série Clássica, mas se converteriam em arcos argumentais importantes na Série Atual.

Quando Ian examina o Doutor ferido, diz que "o coração dele parece estar bom". Só no primeiro arco do Terceiro Doutor seria revelado que ele tem dois corações. No livro O Homem da Máscara de Veludo (The Man in the Velvet Mask) está escrito, para explicar essa inconsistência, que o Doutor só desenvolveu o segundo coração após se regenerar pela primeira vez. Entretanto, a canonicidade das publicações não televisivas nunca foi clara.

Esta história afirma explicitamente que o Doutor e Susan tinham visitado outros mundos antes da Terra de 1963. Susan menciona que há quatro ou cinco viagens haviam visitado o planeta Quinnis, onde estiveram a ponto de perder a TARDIS. Essa história foi contada no áudio drama de 2010 Quinnis.

Ao final da história, é mencionado pela primeira vez o guarda-roupa gigante do Doutor, quando Ian pega um casaco que o Doutor havia ganhado de Gilbert e Sullivan.

A má pronunciação do Doutor do sobrenome de Ian que havia começado na história anterior, é utilizado no segundo episódio para remarcar que tudo voltou ao normal depois do clímax. Aqui, o Doutor chama o Ian de "Charterhouse".

David Whitaker escreveu este arco em dois dias. A história foi criada para preencher o espaço que faltava para a temporada ter treze episódios, que eram os que haviam contratado nessa data. As restrições de orçamento fizeram que só os quatro atores regulares e o cenário da TARDIS estivessem disponíveis para a gravação. A tarefa de dirigir o arco foi designada originalmente para Paddy Russell, mas ela não estava disponível para a data de gravação, assim que Mervyn Pinfield foi sugerido para substituí-la. Ao final, o escolhido foi Richard Martin, mas ele não estava disponível durante grande parte do segundo episódio, por isso Frank Cox teve que substituí-lo. Os episódios foram filmados nos estúdios de Lime Grove em 17 a 24 de janeiro de 1964.

A alavanca de "retorno rápido" do painel da TARDIS parecia ter uma etiqueta escrita a lápis. A razão por parecer assim é desconhecida. No DVD, o projetista Raymond Cusick supõe que escreveram-na durante os ensaios como um guia, e a conjectura da produtora Verity Lambert é que foi escrita para que William Hartnell pudesse encontrar a alavanca. Ambos estão de acordo, no entanto, de que não havia intenção de que a etiqueta da alavanca fosse vista. Carole Ann Ford declara que William Hartnell e ela etiquetavam os controles do painel de controle da TARDIS durante os ensaios, e eles tinham como certo que eram retiradas antes da filmagem.

Títulos Alternativos

Os dois episódios do arco tinham títulos alternativos, e, assim como nos outros arcos iniciais de Dr. Who, há diferentes opiniões sobre qual é o título global apropriado para este arco.

Os títulos variados ao longo dos anos incluem:
  • Dentro da Nave Espacial (Inspide the Spaceship): O único utilizado nos documentos de produção da década de 1960, também utilizado pelo escritor David Whitaker em toda a sua correspondência ao longo de sua vida.
  • Além do Sol (Beyond the Sun): Utilizado na primeira edição do catálogo de vendas da BBC Enterprises de 1974, A Quick Guide to Dr. Who, embora a segunda edição evite dar algum título à história. Na verdade, este era um título provisório para Os Daleks, e, às vezes, também concedido a uma história nunca realizada de Malcolm Hulke intitulada O Planeta Escondido (The Hidden Planet).
  • À Beira da Catástrofe (The Brink of Disaster): o título do segundo episódio, escolhido arbitrariamente por fãs na falta de algo melhor.
  • À Beira da Destruição (The Edge of Destruction): O título do primeiro episódio, escolhido arbitrariamente na segunda edição de 1976 de The Making of Doctor Who na falta de outro título conhecido, e foi utilizado posteriormente nos lançamentos posteriores em livro, VHS e DVD.

quarta-feira, 21 de março de 2018

002 - Os Daleks

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Os Daleks, ou The Daleks, é o segundo arco da 1ª Temporada, e foi transmitido entre 21 de dezembro de 1963 e 1º de fevereiro de 1964.

Episódios:

O Planeta Morto (The Dead Planet)
Os Sobreviventes (The Survivors)
A Fuga (The Escape)
A Emboscada (The Ambush)
A Expedição (The Expedition)
A Provação (The Ordeal)
O Resgate (The Rescue)

Duração total dos sete episódios: 2:51:24

Sinopse:

No início do episódio O Planeta Morto, em vez de trazer sua tripulação de volta à Terra, a TARDIS aterrissa em uma selva petrificada em um planeta chamado Skaro, e o Doutor insiste em explorar uma cidade futurista um pouco longe da floresta em que ele, Susan, Ian e Barbara estão. Estes dois últimos recusam-se em ir para essa cidade e, para obrigá-los, o Doutor diz que o conector de fluido da nave está sem mercúrio, fazendo com que seja necessário ir à cidade em busca do metal líquido.

Curiosidades e Bastidores:


Este arco foi publicado em 2016 no Brasil em DVD pela Paris Filmes, reprodução da capa logo acima. Infelizmente, não há extras no DVD duplo, e ele também contém o episódio Asilo dos Daleks da Série Atual.

Em Portugal, em 1983, foi publicada em livro a novelização Doutor Who e os Daleks pela editora Editorial Presença, como parte da coleção Andrómeda. Reprodução da capa logo acima. Nessa edição, o episódio Uma Criança de Outro Mundo de Uma Criança de Outro Mundo foi adaptado e incluído.

Nesta história que marca a primeira aparição de um dos maiores inimigos do Doutor, também são introduzidas duas linhas argumentais em Dr. Who, que os circuitos de navegação da TARDIS não funcionam bem e a suposta destruição da raça Dalek.

Terry Nation, o criador dos Daleks, afirmou que tirou o termo da lombada de um volume de enciclopédia com as siglas Dal-Lek. Entretanto, posteriormente admitiu que foi apenas uma história para a imprensa, e que, na verdade, havia simplesmente inventado o termo.

O fato de que os Daleks precisam de certa quantidade de radiação para sobreviver ficou limitado a este arco, nos posteriores eles decorrem a história sem mencionar isso. Além disso, a famosa exclamação dos Daleks, "Exterminar!", é usada pela primeira vez no quarto episódio da história, A Emboscada, quando o Doutor e seus acompanhantes fogem por um elevador. Um Dalek ordena ao outro: "Não tente capturá-los, eles devem ser exterminados. Entendeu? Exterminados!"

Embora aqui sejam estabelecidas muitos partes da mitologia Dalek, outros elementos da continuidade foram alterados retroativamente com o passar dos anos. A alteração mais notável foi a natureza da guerra com os Thals e a transformação dos Daleks. Nesta história, os Daleks mutam como resultado direto da guerra, e a espécie anterior eram os Dals. Posteriormente, na história de estreia do Davros, a mutação dos Daleks foi acelerada - mas não causada diretamente - pelas maquinações de Davros, sua espécie anterior eram os Kaleds, e a mutação marcou o final da guerra com os Thals.

O editor de roteiros, David Whitaker, encomendou um arco de seis partes para o escritor de comédia Terry Nation, depois de ficar impressionado por seu trabalho na série de ficção científica Out of This World. Formalmente, desenvolveu-se sobre o título Os Mutantes em 31 de julho, e o plano original era ser a quarta história a ser transmitida, logo após Marco Polo. O projetista designado para este arco era o então desconhecido Ridley Scott, depois famoso diretor de cinema. No entanto, problemas de agenda de Ridley fizeram com que ele fosse substituído por Raymond Cusick, que assim recebeu a tarefa de trazer à realidade as criaturas Dalek.

Durante a produção, o arco teve vários títulos, como Os Sobreviventes (The Survivors) e Além do Sol (Beyond the Sun), antes de assentar-se em Os Mutantes (The Mutants). Este título foi usado em muitos papéis da BBC durante cerca de uma década. Em 1972, foi produzida uma história  de mesmo nome, também dirigida por Christopher Barry. Para evitar a confusão, surgiram títulos alternativos. O Planeta Morto (The Dead Planet) começou a ser utilizado depois do especial do décimo aniversário de 1973 de Radio Times, que nomeava todos os arcos pelo título de seus respectivos primeiros episódios. O Planeta Morto foi utilizado em muitos guias licenciados e revistas até 1980, quando foi substituído por Os Daleks, um título tomado da novelização da história e da adaptação cinematográfica, com nenhum uso anterior. Este título foi estabelecido majoritariamente, e foi utilizado para o livro do roteiro publicado pela Titan Books em 1989, assim como para os lançamentos em VHS e DVD. Entretanto, alguns guias de referência ainda se referem ao arco como Os Mutantes.

Segundo os comentários do DVD de 2006, o primeiro episódio, O Planeta Morto, foi gravado duas vezes, e isso foi confirmado no livro de 2010 Wiped! Doctor Who's Missing Episodes, escrito pelo especialista em Dr. Who Richard Molesworth. A primeira versão sofreu um problema técnico que provocou que fossem ouvidas as vozes das pessoas nos bastidores. A nova montagem foi feita duas semanas antes da transmissão, e a roupa de Susan foi alterada na segunda versão. A única parte sobrevivente da transmissão é o resumo no princípio do segundo episódio, Os Sobreviventes, que mostra a Barbara ameaçada por um Dalek. Essa cena voltou a ser gravada quando o episódio voltou a ser montado. Os Sobreviventes foi gravado em 22 de novembro de 1963. Minutos antes de começar a gravação, o elenco e a equipe souberam do assassinato de John F. Kennedy, mas decidiram continuar com a gravação.

Sem dúvida nenhuma, o arco de Dr. Who mais famoso da década de 1960, Os Daleks era um dos arcos programados para ser destruídos pela BBC na década de 1970. No entanto, em 1978, Ian Levine foi para a BBC Enterprises poucas horas antes de que todas as cópias restantes da história fossem destruídas e conseguiu salvá-las.

Em 1999, durante uma noite temática da BBC2, Doctor Who Night, em 13 de novembro, apresentada por Tom Baker, foi transmitida uma edição especial do sétimo episódio, O Resgate, que incluía 5 minutos de filmagem do sexto episódio, e não só isso, como que por um erro quando era realizada a masterização, foi omitido uma parte do sétimo episódio. A transmissão mais recente do arco no Reino Unido foi na BBC Four em três blocos de 5 a 9 de abril de 2008, como parte de uma homenagem à vida e ao trabalho da produtora Verity Lambert.

Christopher Bahn do The A.V. Club escreveu que Os Daleks é uma história "bastante sólida, cheia de ação com bom ritmo e algumas caracterizações sutis interessantes, embora comece a perder ritmo em torno do quinto episódio, com uma longa viagem por pântanos e cavernas que faz com que o argumento desacelere muito". Em 2010, Charlie Anders do io9 listou o cliffhanger do primeiro episódio entre os melhores da história do programa.

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terça-feira, 20 de março de 2018

001 - Uma Criança de Outro Mundo

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Uma Criança de Outro Mundo, ou An Unearthly Child, é o primeiro arco da 1ª Temporada e foi transmitido entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 1963.

Episódios:

Uma Criança de Outro Mundo (An Unearthly Child)
A Caverna das Caveiras (The Cave of Skulls)
A Floresta do Medo (The Forest of Fear)
O Criador de Fogo (The Firemaker)

Duração total dos quatro episódios: 1:35:54
Duração do episódio piloto (arco 000): 0:25:06

Sinopse:

Uma jovem estudante intriga dois de seus professores, que vão encontrar seu avô para descobrir algo mais sobre a criança. Nisso, viajam de volta no tempo, onde são presos por uma tribo de humanos do período Paleolítico.

Curiosidades e Bastidores:

Com roteiro do australiano Anthony Coburn, este arco apresenta pela primeira vez o Doutor, interpretado por William Hartnell como o Primeiro Doutor. Além disso, também apresenta pela primeira vez Carole Ann Ford como Susan Foreman, Jacqueline Hill como Barbara Wright e William Russell como Ian Chesterton. O primeiro episódio deste arco trata da descoberta de Ian e Barbara do Doutor e da TARDIS em um ferro-velho de Londres. Os demais episódios tratam de uma luta de poder entre duas facções de uma tribo da Idade da Pedra que perdeu o segredo de fazer fogo.

O episódio Uma Criança de Outro Mundo foi gravado originalmente em setembro de 1963. Depois de vários problemas técnicos e erros de interpretação, os produtores Sydney Newman e Verity Lambert decidiram voltar a gravá-lo e fazer sutis mudanças na caracterização do Doutor. A segunda tentativa foi filmada em outubro de 1963.

A estreia de Dr. Who foi eclipsada pelo assassinato de John F. Kennedy no dia anterior. O arco recebeu críticas favoráveis, e os quatro episódios arrecadaram uma audiência média de 6 milhões de espectadores.

A história está ambientada a princípio em 1963, o ano em que o arco foi transmitido originalmente. Não é mencionado um período específico do ano, mas em Recordação dos Daleks, ambientado pouco depois dos eventos do primeiro episódio, especifica-se que o mês é novembro de 1963. O único incidente relacionado com os eventos de então ocorre quando Susan, sem saber quantos xilens tem em uma libra, recorda timidamente que a libra ainda não está no sistema decimal.

Susan deixa o livro sobre a Revolução Francesa em cima da mesa da sala da escola na aula de Barbara. Ainda está lá quando Ace luta contra um Dalek em Recordação dos Daleks. Ace também recebe uma lição sobre a moeda antes da decimalização de forma similar à confusão de Susan.

O segundo episódio mostra o primeiro uso do título da série dentro do diálogo: quando Ian chama o Doutor de "Doutor Foreman", este responde "Hã? Doutor quem? (Doctor Who?) Do que você está falando?". Ainda que, nesse momento, a pergunta só é feita para estabelecer na história que o Doutor não se chama Foreman, essa pergunta volta a ser feita várias vezes ao longo da série , quase sempre buscando um efeito cômico, apesar de se converter em um elemento dramático da trama na conclusão do episódio O Casamento de River Song, assim como em outros episódios da Série Atual.

Na primeira vez que a TARDIS viaja na série, o efeito sonoro é acompanhado pelo efeito visual do "vórtice do tempo" utilizado na abertura. Durante essa sequência, os humanos Ian e Barbara ficam inconscientes, e experimentam uma leve tontura durante vários minutos depois de despertar. Entretanto, o Doutor e Susan não são afetados. Esses dois elementos, os efeitos e a consequência da viagem, são descartados imediatamente, nenhum ocorre quando a tripulação viaja novamente no final do arco.

Tanto o Doutor como Susan expressam surpresa de que a TARDIS ficou presa em sua forma icônica de cabine de polícia. Arcos posteriores explicam que isso se deve a uma falha do Circuito Camaleão.

O arco que se converteu em Uma Criança de Outro Mundo foi criado originalmente pelo escritor Anthony Coburn em junho de 1963, quando se planejou que fosse o segundo arco da série. Nesse tempo, tencionava-se que o primeiro arco seria um intitulado Os Gigantes (The Giants), cujo autor seria o roteirista da BBC C. E. Webber. Webber havia participado intensivamente nas reuniões de chuva de ideias que haviam levado à criação de Dr. Who, e - junto ao diretor de dramas da BBC Sydney Newman e o diretor de arcos Donald Wilson - havia escrito a "bíblia da série" que incluía todos os detalhes da mesma.

Para meados de junho, entretanto, Donald e o produtor inicial Rex Tucker decidiram rejeitar Os Gigantes. Em parte se deve a que o arco carecia do impacto necessário para um primeiro episódio, e em parte porque se deram conta de que os requerimentos técnicos do roteiro, que incluía os personagens principais reduzidos de tamanho, estavam acima das possibilidades da jovem série com o orçamento disponível. Como não havia outros roteiros prontos para produzir, decidiu-se mover o arco de Anthony ao primeiro lugar na ordem de emissão.

Para fins de junho, a responsabilidade de lançar Dr. Who recaiu nas mãos da produtora Verity Lambert e o editor de roteiros David Whitaker, mas nenhum deles estava muito impressionado com o arco de Anthony para abrir o programa. Foi pedido ao escritor que fizesse mudanças drásticas. Até pensaram em rejeitar o roteiro por completo, cogitando o nome de Terence Dudley para que escrevesse o substituto, mas a falta de tempo obrigou que o arco de Anthony seguisse em frente. Por isso, foi necessário reescrever o primeiro episódio para introduzir alguns elementos que Webber havia escrito para o primeiro episódio de Os Gigantes, assim Webber recebeu o crédito de corroteirista no episódio Uma Criança de Outro Mundo na documentação interna da BBC. Anthony, entretanto, fez várias mudanças de próprio punho no roteiro, o mais notável foi que a máquina do tempo do Doutor deveria ter por fora a forma de uma cabine de polícia, o que se converteu em um dos principais ícones do programa. Anthony teve a ideia quando, passeando perto de seu escritório, cruzou com uma cabine de polícia real.

Preocupado em evitar qualquer conotação sexual imprópria no fato de ter uma jovem viajando com um homem mais velho, Anthony Coburn insistiu que a personagem de Susan Foreman fosse refeita como a neta do Doutor, no lugar de uma simples companheira de viagem.

O arco seria originalmente dirigido por Rex Tucker, mas quando saiu da série, o cargo passou para o jovem diretor Waris Hussein, que havia estado envolvido com Dr. Who desde o princípio. Algumas cenas filmadas nos Estúdios Ealing, a princípios de outubro, foram dirigidas pelo assistente de produção de Waris, Douglas Camfield. A música ambiental foi obra de Norman Kay. O projetista cênico do arco foi Peter Brachacki, que criou o conhecido interior da TARDIS, mas depois do primeiro episódio ele saiu, já que não gostava de trabalhar no programa, e foi substituído por Barry Newbery.

À diferença da maioria dos episódios de Dr. Who, o Doutor está na TARDIS com mais de um acompanhante. O estudioso John R. Cook reflete que a presença dos dois professores é uma reminiscência do objetivo educativo original de Dr. Who. New Scientist refletiu em 1982 que o arco foi ambientado na Idade da Pedra porque a intenção original do programa era "trazer à vida a história da Terra".

A primeira versão do primeiro episódio foi filmado nos Lime Grove Studios na tarde de 27 de setembro de 1963 depois de uma semana de ensaios. A segunda tentativa foi filmada em 18 de outubro, e os três seguintes foram filmados semanalmente a partir de então, em 25 de outubro, e nos dias 1 e 8 de novembro. Como a maioria da televisão britânica da época, os episódios foram gravados principalmente em fita de vídeo como se fosse televisão ao vivo, com pouco espaço para repetir tomadas ou fazer pausas durante a gravação. Isso fez com que houvesse muitos erros evidentes no programa, mas, em troca, conseguia com que os episódios fossem filmados extremamente rápido.

Episódio Piloto

O primeiro episódio de Uma Criança de Outro Mundo foi gravado originalmente um mês antes de começar a gravação regular da série. Entretanto, a gravação inicial se viu cheia de problemas técnicos e erros cometidos durante a interpretação. Um problema particularmente grave aconteceu com as portas da sala de controle da TARDIS que não fechavam corretamente, e, em seu lugar, abriam-se e fechavam-se aleatoriamente na primeira parte da cena. Foram gravadas duas versões da cena da TARDIS, junto com uma primeira tentativa abortada de começar a segunda versão.

Sydney Newman, depois de ver o episódio, encontrou-se com Verity Lambert e o diretor Waris Hussein e indicou as muitas falhas que encontrou no piloto, e ordenou que fosse refeito. Por isso esse episódio inicial é conhecido como "episódio piloto", apesar de não ter sido filmado com essa intenção, já que a prática de produzir episódios pilotos não existia na Grã-Bretanha da década de 1960.

Nas semanas entre as duas gravações, foram feitas mudanças de vestuário, efeitos, interpretações e no roteiro, que originalmente apresentava um Doutor mais maligno e ameaçador e Susan fazendo coisas estranhas como derramar gotas de tinta em um papel. Entre outras mudanças que foram gravadas na versão final, inclui-se a supressão do som de trovão na abertura, a troca do vestido de Susan por outro mais de colegial ao invés do original que fazia ela parecer mais alienígena e sensual, a eliminação de uma linha do diálogo em que o Doutor e Susan afirmavam ter vindo do século IL, sendo substituída por uma referência mais asséptica de que vinham "de outro tempo e mundo", a porta da TARDIS foi reparada para que se fechasse como devia, e refinaram o efeito sonoro da TARDIS.

O episódio piloto não foi emitido até 26 de agosto de 1991, quando a BBC transmitiu uma versão que incluía a primeira metade da gravação montada com uma das duas segundas metades completadas. Ao final, a versão escolhida era a que as portas da TARDIS não se fechavam. Outros erros incluíam Carole Ann Ford travando em uma linha de diálogo, Jacqueline Hill presa em uma porta, e William Russell jogando sem querer no chão um manequim no mesmo ferro-velho. Pouco antes, em junho de 1991, uma versão com a primeira metade montada com a outra tomada da segunda metade foi publicada remasterizada em VHS, junto com À Beira da Destruição.

Em 2006, a coleção de DVD Doctor Who: The Beginning foi lançada contendo duas versões do episódio: uma gravação de estúdio sem edição incluindo todas as tomadas da segunda parte, e uma nova versão do piloto que usava as melhores tomadas da gravação original, com edição adicional e ajustes digitais para eliminar linhas mal ditas, problemas técnicos e reduzir o ruído do estúdio. Como os outros episódios deste arco, as duas versões do piloto foram remasterizadas para o lançamento em DVD usando tecnologia VidFIRE que simulava a aparência original de vídeo da produção de 1963.

Títulos Alternativos

Como costumava acontecer nos primeiros anos da série, não aparecia na tela nenhum título principal para o arco, e cada episódio tinha seu próprio título. Por isso, todos os episódios de cada arco desses primeiros anos terão seus títulos exibidos logo acima da Sinopse em ordem cronológica.

A equipe de produção usava na época da transmissão original o título 100.000 a.C. Entretanto, pela ausência desse título na tela nos quatro episódios, foram utilizados vários títulos de referência, uns criados pela oficina de produção da BBC e outros inventados pelos fãs.
  • A Tribo de Gum (The Tribe of Gum): Um título provisório utilizado até o início da gravação do arco. Sobreviveu em alguns documentos derivados da primeira papelada, como as faturas das vendas internacionais, e voltou a ser utilizado uma vez mais no final da década de 1970 e na década de 1980, sobretudo quando a Titan Books publicou a novelização do arco.
  • 100.000 a.C. (100.000 BC): O primeiro uso conhecido é um lançamento publicitário de quando estavam gravando a história, e voltou a ser utilizado em publicidades posteriores.
  • A Idade do Paleolítico (The Paleolithic Age): Utilizado pela produtora Verity Lambert em uma carta a um espectador no final de 1964.
  • A Idade da Pedra (The Stone Age): Utilizado na lista biográfica da publicação de uma história posterior ao final de 1965.
  • Uma Criança de Outro Mundo (e similares): O título do primeiro episódio, utilizado para o especial do décimo aniversário da Radio Times em 1973 e depois na edição de 1976 de The Making of Doctor Who, utilizando-se comercialmente de forma massiva depois, incluindo novelizações e edições em VHS e DVD do arco.
Muitos documentos não têm nenhum título, enquanto histórias posteriores têm claramente, incluindo a lista da BBC Enterprises de 1974 A Quick Guide to Doctor Who, que foi a fonte principal de referência de títulos para os primeiros trabalhos dos fãs.

Que título deveria ser usado é um tema que tem gerado uma grande controvérsia entre os fãs da série. Os investigadores como David J. How opinam que 100.000 a.C. foi utilizado pela equipe de produção no momento da transmissão original, então é o título mais preciso. No entanto, a BBC tende a titular a história como Uma Criança de Outro Mundo, desta forma, este se converteu no título de uso mais comum para esta história nos últimos anos.

Os quatro episódios do arco junto com partes de seus roteiros e o acrônimo original da TARDIS de Anthony Coburn são marca registrada pertencente à fundação de Coburn.

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