sexta-feira, 23 de março de 2018

003 - À Beira da Destruição

Divulgação
À Beira da Destruição, ou The Edge of Destruction, é o terceiro arco da 1ª Temporada e foi transmitido pela primeira vez entre 8 e 15 de fevereiro de 1964.

Episódios:

À Beira da Destruição (The Edge of Destruction)
Desastre Iminente (The Brink of Disaster)

Duração total dos dois episódios: 0:47:08

Sinopse:

Enquanto o Doutor tenta reparar os circuitos de navegação da TARDIS, uma pequena explosão ocorre. Todos os tripulantes ficam inconscientes, e a medida que cada um vai acordando, percebem que há algo de errado com eles e com a própria nave.

Curiosidades e Bastidores:

Confira no Arquivo Ômega um extra do DVD deste arco em que William Russell, Carole Ann Ford, Verity Lambert, Richard Martin, entre outros, falam sobre como e o porquê de À Beira da Destruição existir, além de emitirem opiniões e análises sobre a história e a parte técnica.

Este arco destaca-se como um raro "episódio de garrafa", em que toda a história ocorre apenas em um único cenário, com apenas o elenco principal. Ele também serve para resolver várias intrigas entre as personagens que tinham sido apresentadas ao longo das últimas onze semanas.

Neste arco é introduzida a ideia de que o console da TARDIS e o rotor temporal utilizam diretamente a energia que conduz a nave, e que ela é um ser vivo e senciente. Essas ideias voltariam ocasionalmente no transcurso da Série Clássica, mas se converteriam em arcos argumentais importantes na Série Atual.

Quando Ian examina o Doutor ferido, diz que "o coração dele parece estar bom". Só no primeiro arco do Terceiro Doutor seria revelado que ele tem dois corações. No livro O Homem da Máscara de Veludo (The Man in the Velvet Mask) está escrito, para explicar essa inconsistência, que o Doutor só desenvolveu o segundo coração após se regenerar pela primeira vez. Entretanto, a canonicidade das publicações não televisivas nunca foi clara.

Esta história afirma explicitamente que o Doutor e Susan tinham visitado outros mundos antes da Terra de 1963. Susan menciona que há quatro ou cinco viagens haviam visitado o planeta Quinnis, onde estiveram a ponto de perder a TARDIS. Essa história foi contada no áudio drama de 2010 Quinnis.

Ao final da história, é mencionado pela primeira vez o guarda-roupa gigante do Doutor, quando Ian pega um casaco que o Doutor havia ganhado de Gilbert e Sullivan.

A má pronunciação do Doutor do sobrenome de Ian que havia começado na história anterior, é utilizado no segundo episódio para remarcar que tudo voltou ao normal depois do clímax. Aqui, o Doutor chama o Ian de "Charterhouse".

David Whitaker escreveu este arco em dois dias. A história foi criada para preencher o espaço que faltava para a temporada ter treze episódios, que eram os que haviam contratado nessa data. As restrições de orçamento fizeram que só os quatro atores regulares e o cenário da TARDIS estivessem disponíveis para a gravação. A tarefa de dirigir o arco foi designada originalmente para Paddy Russell, mas ela não estava disponível para a data de gravação, assim que Mervyn Pinfield foi sugerido para substituí-la. Ao final, o escolhido foi Richard Martin, mas ele não estava disponível durante grande parte do segundo episódio, por isso Frank Cox teve que substituí-lo. Os episódios foram filmados nos estúdios de Lime Grove em 17 a 24 de janeiro de 1964.

A alavanca de "retorno rápido" do painel da TARDIS parecia ter uma etiqueta escrita a lápis. A razão por parecer assim é desconhecida. No DVD, o projetista Raymond Cusick supõe que escreveram-na durante os ensaios como um guia, e a conjectura da produtora Verity Lambert é que foi escrita para que William Hartnell pudesse encontrar a alavanca. Ambos estão de acordo, no entanto, de que não havia intenção de que a etiqueta da alavanca fosse vista. Carole Ann Ford declara que William Hartnell e ela etiquetavam os controles do painel de controle da TARDIS durante os ensaios, e eles tinham como certo que eram retiradas antes da filmagem.

Títulos Alternativos

Os dois episódios do arco tinham títulos alternativos, e, assim como nos outros arcos iniciais de Dr. Who, há diferentes opiniões sobre qual é o título global apropriado para este arco.

Os títulos variados ao longo dos anos incluem:
  • Dentro da Nave Espacial (Inspide the Spaceship): O único utilizado nos documentos de produção da década de 1960, também utilizado pelo escritor David Whitaker em toda a sua correspondência ao longo de sua vida.
  • Além do Sol (Beyond the Sun): Utilizado na primeira edição do catálogo de vendas da BBC Enterprises de 1974, A Quick Guide to Dr. Who, embora a segunda edição evite dar algum título à história. Na verdade, este era um título provisório para Os Daleks, e, às vezes, também concedido a uma história nunca realizada de Malcolm Hulke intitulada O Planeta Escondido (The Hidden Planet).
  • À Beira da Catástrofe (The Brink of Disaster): o título do segundo episódio, escolhido arbitrariamente por fãs na falta de algo melhor.
  • À Beira da Destruição (The Edge of Destruction): O título do primeiro episódio, escolhido arbitrariamente na segunda edição de 1976 de The Making of Doctor Who na falta de outro título conhecido, e foi utilizado posteriormente nos lançamentos posteriores em livro, VHS e DVD.