terça-feira, 15 de maio de 2018

013 - O Planeta Teia

Divulgação
O Planeta Teia, ou The Web Planet, é o quinto arco da 2ª Temporada e foi transmitido pela primeira vez entre 13 de fevereiro e 20 de março de 1965.

Episódios:

O Planeta Teia (The Web Planet)
Os Zarbi (The Zarbi)
Fuga do Perigo (Escape to Danger)
Cratera das Agulhas (Crater of Needles)
Invasão (Invasion)
O Centro (The Centre)

Duração total dos seis episódios: 02:26:20

Sinopse:

Uma força desconhecida tira a TARDIS de seu rumo e a direciona para o planeta Vortis. Enquanto o Doutor e Ian investigam a fonte dessa força, Barbara ajuda uma desorientada Vicki que está afetada pelas comunicações em altas frequências das criaturas Zarbi, que têm aparência de formiga, enquanto monitoram a TARDIS.

Curiosidades e Bastidores:


Em Portugal, em 1983, foi publicada em livro a novelização Doutor Who e os Zarbi pela editora Editorial Presença, como parte da coleção Andrómeda. Reprodução da capa logo acima.

Este arco marcou a estreia na televisão de Martin Jarvis.

Daphne Dare criou os vestuários únicos para as variadas espécies alienígenas.

A TARDIS carrega coletes de densidade atmosférica e Ian faz referência à Coluna de Nelson.

A história teve como título provisório O Planeta Enredado (The Webbed Planet) e o episódio seis intitulava-se inicialmente Centro do Terror (Centre of Terror).

O episódio O Planeta Teia teve uma audiência de 13 milhões e meio de espectadores, a mais alta de todos os episódios de Dr. Who da década de 1960.

Jacqueline Hill não foi incluída no roteiro de Fuga do Perigo para que pudesse tirar uma semana de férias. Não foi creditada no episódio. Ela pediu que os créditos mudassem para as vendas internacionais, mas isso não ocorreu.

A renomada coreógrafa Roslyn de Winter foi contratada para criar os distintos movimentos e a forma artificial dos Menoptra. Roslyn teve tanto sucesso que a equipe de produção pediu a ela que fizesse o papel de Vrestin, e ela aceitou. Um crédito especial para a coreógrafa (Insect Movement by...) foi incluído nos créditos finais de Os Zarbi a O Centro.

No episódio O Planeta Teia, há um choque de cultura entre Barbara e Vicki, e esta conta para a professora como será o ensino no futuro. Depois, Barbara mostra para a jovem do futuro o presente que ganhou de Nero em Os Romanos. Além disso, pela primeira vez, o Doutor mostra a utilidade do anel que sempre carrega em seu dedo, ele diz a Ian que o anel "não é só um objeto decorativo" e abre as portas da nave, mesmo que, no momento, ela esteja sem energia.

Como com os Voord em As Chaves de Marinus, as criaturas de Vortis foram projetadas para serem memoráveis, já que a série ainda estava para produzir um monstro para rivalizar com os Daleks. O conceito veio primeiro a Bill Strutton quando ele se lembrou de ter sido mordido por uma formiga quando criança e quando via insetos lutarem. O Planeta Teia foi de longe a história tecnicamente mais ambiciosa e experimental produzida por Verity Lambert. Enquanto alguns acreditam que nobremente tentou estender as possibilidades de Dr. Who, outros achavam que era simplesmente ambiciosa demais.

Embora houvesse a crença de que tivessem perdidos na destruição da BBC do começo da década de 1970, foram encontrados negativos dos seis episódios no final dessa mesma década. Também foram descobertas cópias sem edição dos seis episódios na Nigéria em 1984. A BBC possui duas cópias diferentes do episódio seis, uma em que o letreiro "no próximo episódio" refere-se ao episódio O Leão e outra que refere-se ao O Museu Espacial, que era a única história que restava à venda na BBC em 1974. Essa diferença não é porque o arco seguinte de O Planeta Teia não estivesse à venda nos países árabes como costuma-se crer, já que os pacotes de arcos que eram vendidos a esses países não passavam além de O Resgate.

Em 2008, Mark Braxton, da Radio Times, reconheceu o esforço colocado nos figurinos e cenários "soberbamente atmosféricos", apesar do fato de que eles não envelheceram bem. Ele achava que a história tinha uma "quase total ausência de excitação" e poderia não funcionar nem como um arco de quatro partes, mas tinha ambição e um significado mais profundo sobre o bem contra o mal. Den of Geek nomeou O Planeta Teia como um dos dez mais subestimados arcos clássicos de Dr. Who, observando que "é uma alegria ser tão diferente", mesmo que "a ambição possa superar a execução".

Em 2005, a história foi lançada pela BBC Audio como parte da coleção de áudio livros Doctor Who: Travels in Time and Space, e foi lida por William Russell.

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